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Filhos consumistas
Veja como o consumo em excesso pode ser causador de males como obesidade infantil e o materialismo

Seu filho é daqueles que pede tudo que vê pela frente quando vocês vão ao shopping ou ao mercado?


A coluna de Dalmo de Abreu Dallari, no Jornal do Brasil, fala do consumismo infantil muitas vezes induzido pelo excesso de propaganda a que as crianças são expostas todo dia, seja pela televisão, internet, ou outro meio. O consumo em excesso pode ser causador de males como obesidade infantil, banalização do consumo ou materialismo, aumento da agressividade, e outros transtornos de comportamento.


As empresas vêem a população de crianças como um mercado consumidor de grande potencial, já que cerca de 80% das decisões de consumo de uma família são gerados pelas crianças. Assim, o esforço direcionado a elas pelas propagandas e promoções é muito grande. Segundo o Painel Nacional de Televisão IBOPE, uma criança brasileira passa, em média, 4 horas por dia em frente à telinha, o que quer dizer que ela é exposta a muita propaganda, acabando por ser influenciada por cada uma delas. São essas propagandas um dos motivos que levam a criança a pedir tudo que vê no shopping ou no mercado.


A influência dos comerciais e promoções pode trazer prejuízos para a educação da criança como um todo. Ela não decide por si só seus gostos, e o que pensa é fortemente afetado pelos meios de comunicação  O consumismo acaba sendo uma inversão dos valores que a criança não deveria aprender. Por isso os pais devem ficar atentos.


É importante acompanhar o que os filhos estão vendo, querendo e falando. É impossível acompanhar tudo, mas nesse ponto, o diálogo constante ajuda a entender o que o filho realmente pensa e o que veio por influência externa.

Helena Stfano  27/02/2013

Concordo! Pais devem se preocupar e cuidar dessa questão. Levar as crianças ao shopping com frequência como forma de passeio em vez de levá-los a outros tipos de lazer (parques, exposições, passeios culturais, praticar esportes, brincar... e outros), que não impliquem em estar exposto ao consumo puro e simples é uma forma de não incentivar o consumo. Dar presentes frequentes sempre que a criança está triste por algo ou como forma de negociação para a criança fazer coisas que seriam o seu dever, como ir à escola, fazer lição, atender a uma regra da família etc, também é uma forma de incentivar a avidez da criança, colocando o consumo num lugar que não seria adequado. O consumo desenfreado, ter tudo o que deseja sempre, dá uma falsa sensação de felicidade, que logo passa, leva a não se dar o devido valor ao que se tem, pois sempre se quer mais e mais...não se aproveita o que foi adquirido, fica difícil sentir se saciado e tudo é rapidamente descartado! Desenvolver a tolerância à frustração de não ter tudo o que quer sempre é importante para a formação da criança.

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